A LEVEZA DO AMOR

Não se comparam relacionamentos. Cada história, cada momento, cada jeito de amar é único e especial a sua maneira. Mas não pude deixar de me encantar quando um dos meus grandes amigos, ao ser perguntado sobre o que seu atual relacionamento tem de tão especial, respondeu: “é leve, tranquilo, fácil, natural. Com ela eu posso ser sempre eu mesmo.”

Parece o mínimo podermos ser sempre quem a gente realmente é. Mas é extremamente complicado. É difícil sermos nós mesmos, sem medo, sem filtro, sem freio, entregar-se por completo, se mostrar, poder dizer: “toma, é isso que eu sou, me aceite se quiser”. E ter a gostosa sensação de que finalmente foi aceito.

Acostumei-me a um jeito estranho de gostar. Para mim, os relacionamentos estavam sempre ligados à adrenalina, ao medo, a uma angustia constante, um aperto, uma estranha obsessão que por muito tempo confundi com amor. Não é fácil quebrar velhos hábitos.

Mas o tempo passa, a gente acaba amadurecendo (nem que seja um pouquinho) e os velhos hábitos vão ficando para trás. É preciso se amar, se gostar de verdade, para aceitar que outra pessoa pode gostar de ti exatamente do jeito que tu é, com todas tuas imperfeições. É preciso se tratar bem pra aceitar ser bem tratada. E é preciso conhecer a pessoa certa. Ah, nada como o tempo.

Leve. O riso é leve, o problema é leve, a vida fica um pouco mais leve também. O amor já não consome toda minha vida, mas cada segundo, cada parte de minha vida fica melhor porque tenho o amor.

É que é tranquilo, sereno, mas nunca monótono. É paz, plenitude, segurança. A certeza de que por mais que eu te ame, nunca vou me perder, porque tu amas a mim, e não um personagem que eu tentei criar pra te agradar.

É natural. Como se estivesse escrito, apesar de toda a enrolação. Como se, mesmo com tantas diferenças, a gente se encaixasse de forma quase milimetricamente calculada. A conversa sai naturalmente, mas o silêncio não incomoda. A presença é suficiente e fundamental, mas a ausência não traz desespero, porque nunca há ausência completa.

E é fácil. Fácil, mesmo com toda dificuldade. Com todas as barreiras, com todas as portas fechadas, com todos os olhares tortos. Ainda asssim, é fácil estar ao teu lado.

Ser quem a gente realmente é. Serenidade, paz, a estranha sensação de ser aceito e de aceitar. Talvez seja isso o amor.

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Um pensamento sobre “A LEVEZA DO AMOR

  1. Juliana disse:

    Cê tá apaixonada amiiiiiga????? hehehe
    🙂 🙂 🙂
    Tá lindo esse texto. Te puxou muito!

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