DE SAUDADES E AUSÊNCIAS

Saudade é uma coisa engraçada. Tem o poder de se manifestar quando menos se espera e de ir embora com a mesma facilidade. Dói, aperta, destrói. E passa. Acostuma-se com a saudade. Acostuma-se com quase tudo nessa vida, até com a saudade.

Não se percebe o momento exato em que a saudade chega ou vai embora. Assim como vem, ela simplesmente desaparece, some, quando se dá conta já não está mais ali. Mas enquanto esta ali, ela dói, machuca, faz sofrer. É difícil lidar com a ausência.

A ausência é capaz de mitificar as coisas, confundir os sentimentos, embaralhar as palavras. Uma lente de aumento no que se viveu. Um óculos velho com grau ultrapassado, que não nos permite ver a situação com clareza. Mas acostuma-se com tudo nessa vida, até com a ausência.

Passa a dor, seguem os dias, as semanas, segue a vida. Sempre segue. Mas aí vem aquele perfume, passa na TV o teu filme preferido ou lembro daquela piada que só tu acha graça. Ouço tua voz, vejo teu retrato, penso em ti. E tu me faz falta.

É saudade. Só saudade. Eu sei que é saudade e que a saudade passa. Já, já te encontro, te vejo, te aperto de novo.

Acostuma-se com tudo nessa vida. Até com a saudade. Mas eu ainda prefiro me acostumar com a tua presença.

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