DOMINGOS À DISTÂNCIA

Já escrevi sobre o quanto eu gosto de domingos. De fato, reafirmo tudo que disse sobre a preguiça gostosa, o nadismo que esse dia representa e o quão bem isso me faz. Mas ontem me lembrei de outra época, outra perspectiva e outra visão do tão famoso “dia do descanso”.

Conversando com meu irmão, que também era do time dos adoradores dos dias de pijama, ouvi a seguinte frase: “é, os domingos sempre são mais tristes para mim.” Então me lembrei de como é o domingo quando estamos longe de casa.

Normalmente saímos de nossa cidade por uma razão específica: um emprego, um amor, estudos, aventuras, enfim, razões diversas, mas que normalmente acontecem durante a semana. A correria do dia a dia nos faz esquecer um pouco a distância, a solidão. O agito dá propósito à mudança justifica o sacrifício, mostra o porquê daquilo tudo. Mas aí chega o domingo. E tudo para.

Quando se está longe de casa, principalmente no começo, parar nem sempre é uma coisa boa. É que quando se para, se pensa e quando se pensa, se sofre, se questiona, coloca em dúvida aquela escolha que até então parecia tão firme e sólida.

Evita-se a tudo custo a parada do domingo. Quando se está em uma cidade grande as opções são variadas: parques, teatro, museus, cinema, shopping, lojas. Lugares diversos lugares para se conhecer, coisas para ocupar a mente, fotos para colocar no álbum. Mas com quem ir? E aí volta a tristeza. Procura-se companhias, as vezes com sucesso, as vezes sem, e se aprende, também, a ser sozinho. E até com isso a gente se acostuma.

Há também a velha e boa tática de aproveitar ao máximo a noite de sábado, mas ao máximo mesmo, para que só se acorde tarde domingo e assim, quem sabe, ele dure menos, passe mais rápido e a saudade fique um pouco menor. É uma boa opção para aqueles que gostam da noite, mas pode se tornar um tanto quanto cansativa e dispendiosa.

Domingos são sempre mais tristes quando se está longe de casa. Não sei porque, mas mesmo eu, uma grande adoradora deste dia, não gostava nada dele quando morava longe da terrinha. Uma sensação estranha, de vazio se apodera da gente. Os perigos da parada. Mas calma irmão, logo logo já é segunda de novo e tu poderá reclamar da correria da tua vida e ver porque os domingos, ainda que tristes, estão valendo a pena.

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